Meu Casado Favorito

                    Comecei a fazer programa a pouco tempo, meu pai é advogado aposentado e minha mãe é falecida. Eu sempre quis ser veterinária, meus estudos não são suficientes para passar em Faculdade Pública e a faculdade particular é muito cara e eu não tinha como pagar. Aí pensei: vou virar acompanhante. Procurei na internet, descobri algun lugares onde já haviam algumas garotas de programa e fui pra lá oibservar e acabei tomando coragem a partir pra minha primeira experiencia como stripper e um umas semanas depois tomei coragem e partir pra ser acompanhante, quando comecei como stripper não foi muito assustador porque a casa parece uma balada, mas fazer o primeiro programa já foi um pouco mais complicado.

 

                    Perdi a virgindade com 14 anos mas não sei com quantos caras transei antes de vir para a noite. Eu moro sozinha e meu pai não sabe. Faz dois meses que ele mudou pra Alagoas. Tenho uma irmã mais velha, ela tem 35 anos. Começamos a fazer terapia familiar e em uma sessão acabei contando a verdade pra ela. Foi um alívio, eu precisava contar pra alguém. Ela conversou muito comigo, me deu conselhos. Meu pai pensa que eu trabalho com eventos. Eu gosto do dinheiro. Poucas vezes senti prazer. Vou começar minha faculdade agora (medicina veterinária). Comprei um carro. O ruim da profissão é não ter vida social direito, não ver a luz do sol e mentir para as pessoas que mais amo. Vou dormir geralmente umas 7h da manhã e acordo às 16h. Vou pra academia e venho trabalhar. Agora com a faculdade, que é integral, vou trabalhar mais atendendo pelo telefone e também por site. Gasto uns R$ 1.000 com beleza por mês. Antes eu era instrutora de uma escola de informática e ganhava R$ 350 mensais. Cobro no mínimo R$ 200 o programa e tiro um valor muito bom por mês. Eu não gosto de "boy", gosto de cliente mais velho, de 40 pra cima. Chego na noite, dou um "close" e já vejo os que têm essa idade. Com eles é mais rápido, às vezes nem rola sexo. Eu nunca tinha beijado mulher, beijei aqui, mas percebi que não tenho dom nenhum pra ser lésbica. Meu primeiro dia na noite foi numa suruba. Já tive cliente famoso, a maioria são políticos locais. Tenho um namoradinho, cliente meu. Ele é casado, quando está em crise me procura, me dá dinheiro. Mas eu sinto falta dele não só pelo dinheiro, mas pela boa conversa e conselhos que ele me dá."

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